Allison
Eu não sabia se respirava ou se gozava… As mãos de Pamela me tiraram a total e completa racionalidade. Putz! A mulher era insaciável, e eu estava deveras enlouquecida por toda aquela intensidade de prazer que Pamela buscava em cada toque, beijo, ou frase de baixo calão que ela dizia no meu ouvido. Nossa! Que delicia ouvi-la pedir para que eu a comesse… Sem pudor… Sem reservas… Caramba! Acho que nem se eu vivesse mil anos treparia novamente com uma mulher tão gostosa, que me fez sentir as sensações mais diferentes no ato do prazer.
Exausta, Pamela deitou-se ao meu lado, sonolenta de prazer… Sua pele suada, as marcas dos meus dedos visíveis por todo o seu corpo… Pensei em me levantar, vestir a minha roupa e ir embora antes que ela mandasse, no entanto, fiquei na mesma posição, com meu corpo tencionado pelo receio de ter que me levantar daquela cama e ir embora, ou para outro quarto daquela casa… Nesse instante senti as mãos e as pernas de Pamela serem jogadas sobre o meu corpo, a mulher divina que acabara de me enlouquecer do mais luxuoso prazer me abraçava com carinho, e ainda com delicadeza aconchegava os seus lábios perto do meu pescoço…
- Eu tô suada, Pam…
- Quero mesmo sentir a sua pele suada grudada na minha até amanhecer o dia – Disse ela ao me interromper. Respirei fundo e só não me virei de frente pra ela para beijá-la e recomeçar toda aquela deliciosa safadeza novamente porque a mulher me deixou um caco, viu? Fechei os olhos adormeci instantaneamente…
… Acordei com o meu telefone tocando não sei onde… Abri os olhos assustada, olhei a minha volta… Percebi que eu estava em um local estranho… Bem diferente do meu quarto. Coloquei as mãos na cabeça como se tivesse despertando de um sonho. Procurei Pamela pelo quarto, nada! E o telefone não parava de tocar e eu não tinha a mínima idéia de onde o desgraçado estava… Me joguei no chão e olhei embaixo da cama… Nada! Parei… Coloquei as duas mãos na cintura e como se me concentrasse olhei lentamente ao meu redor, tentei prestar atenção na direção do ruído que ele fazia ao tocar e praticamente me atirei perto da porta do banheiro, onde estava jogada a minha calça jeans… Vistoriei os bolsos e encontrei o meu objeto inteligente de comunicação em um deles…
- Alô! – Disse com a respiração ofegante.
- Ali! Você está atrasada há mais de uma hora! – Disse do outro lado da linha, confesso que assustei-me… Olhei ao meu redor novamente, sabe quando você tem medo, ou melhor: pavor por estar em um determinado lugar?
- Pamela? – Perguntei incrédula.
- Não! O coelhinho da Páscoa! – Disse sarcástica – Olha aqui, menina! Você tem meia hora para chegar aqui na revista, está bem?
- Eu tô… Eu tô… Na sua… – Gaguejei, me sentindo ridícula, afinal de contas ela sabia perfeitamente onde eu estava.
- Não me interessa onde você está! – Interrompeu as minhas palavras rispidamente – Quero você aqui em meia hora!
- Mas…
- E saiba que vou descontar do seu salário cada segundo desse seu atraso – Disse e desligou na minha cara.
Fiquei parada, como uma perfeita idiota segurando o telefone próximo ao meu ouvido… A mulher era o cão, meu Deus! Nós acabamos de ter uma noite inesquecível, bom…Ao menos foi inesquecível pra mim, e a toda poderosa me trata pior do que um cão de rua? Quem ela pensa que é? A última rosquinha do pacote? Respirei fundo… Olhei a hora no celular…
- Meia hora! – Pensei enquanto entrava debaixo do chuveiro e praticamente só derramava água pelo meu corpo… Vesti-me às pressas… Calcei o tênis pelo caminho… Alcancei a porta de saída, mas a Paz me chamou.
- A dona Pamela pediu para que eu preparasse um café da manhã para a senhora.
- Que fdp! – Pensei – Ela é tão engraçadinha, me deu meia hora para chegar na revista, estou morrendo de fome, mas terei que deixar esse café da manhã para um outro dia Paz – Disse – Nem sei se terá outro dia – Pensei.
- Que pena, a dona Pamela não tem jeito mesmo – Sorriu pelo cantinho da boca, fiquei me perguntando o que ela quis dizer com: “a dona Pamela não tem jeito mesmo”. Dei tchau para a mulher simpática que me ofereceu café da manhã e saí. Esperei o elevador impaciente, desci até o primeiro andar batendo o pé em sinal de ansiedade por aquela demora toda… Quando a porta do elevador abriu, saí correndo em direção a rua, acenei para um táxi e pedi que ele não dirigisse, e sim que voasse até o meu trabalho…
Cheguei na revista uns cinco minutos depois de ter entrado no táxi… Ótimo motorista, diga-se de passagem. Entrei no elevador, e logo que desci dei de cara com Léo, que vinha na direção contrária.
- Allison! – Disse ele passando as mãos pelos meus ombros – Onde esteve? Não voltou pra casa depois do jantar com o investidor… Na cama de quem você passou a noite, amiga? Não me diga que foi com a Jéssica?
- Caramba! Pára de fazer perguntas – Disse apressada enquanto abria a porta de vidro que separava o escritório da revista do hall dos elevadores – Estou atrasada não está vendo?
- Claro! E pra te assustar ainda mais, a megera está uma fera te esperando para uma reunião.
- Ela não é… – Calei-me, eu não gostei nem um pouco de ouvir Léo chamando a toda poderosa de megera, embora ela estivesse bem perto dessa colocação – Acha que eu tô apresentável? – Perguntei parando na frente da sala do meu amigo.
- Deixa eu ver… – Olhou-me de cima a baixo - Você tá com as roupas de ontem, o cabelo bagunçado e com a fisionomia cansada, de quem trepou a noite inteira – Riu assim que terminou de falar.
- Filho da mãe! Ajudou muito, sabia?
- Tá preocupada com o que a super chefe vai achar de você, porque?
- Esquece… – Disse e caminhei pelo corredor na direção da sala dela… Léo me puxou pelo braço… Ele estava boquiaberto… Sabe quando o sujeito faz aquela cara de: “não me diga isso?”
- Dormiu com ela? – Perguntou baixinho como quem está com medo de ser ouvido.
- Tá louco?! – Foi só o que consegui dizer antes de apressar os passos para sair correndo de perto dele. Abri a porta… Mas antes que Pamela falasse qualquer coisa eu tornei a fechar a porta… Bati e, depois entrei…
- Cheguei! – Disse com nó na garganta. Fitei-a da cabeça aos pés… Quase pedi licença para buscar um babador em algum lugar. Nossa! A mulher estava deliciosa, usava uma roupa completamente perturbadora, sua saia deixava as curvas do seu corpo tão nítidas quanto a blusa exibia o decote generoso fazendo a nossa humilde imaginação percorrer caminhos obscuros à procura de sexo. Pamela notou o meu olhar de cobiça, e os seus olhos azuis fuzilaram os meus com o mais delicioso convite para perder a razão.
- Fecha a porta – Mandou. Obedeci imediatamente – Tem trabalho pra você aqui – Disse entre os dentes enquanto apoiava-se na sua mesa. Aproximei-me dela completamente tomada pela chama de desejo que corrompia o meu corpo quando eu sentia o cheiro daquela mulher.
- Senta – sussurrei enquanto segurava a sua cintura com as duas mãos e impulsionava o corpo dela para que suas nádegas tocassem a superfície da mesa. Ergui lentamente o pano da sua saia até a sua coxa ficar descoberta, afastei as suas coxas posicionando-me no meio delas… Pamela me olhava com sensualidade, e em nenhum momento eu ousei perder aquele contato visual que me rasgava a alma de prazer… Segurei sua nuca com uma das mãos, a outra se perdia na sua coxa nua… Puxei-a para um beijo… Grudamos as nossas bocas uma na outra com urgência, gemendo de desejo uma da outra, senti os seus seios em atrito com os meus assim que as mãos de Pamela tocaram as minhas costas, aumentando o atrito dos nossos corpos… Senti a sua língua invadir a minha boca… Meu sexo latejava pedindo pelo dela, me esfreguei no seu corpo… Deslizei minha mão que estava solta pelo meio das suas pernas, senti a sua umidade por cima da calcinha, afastei as laterais e introduzi por completo os meus dedos dentro dela, Pamela abafou o grito num beijo ardente que depositou nos meus lábios… Mordeu… Sugou a minha língua enquanto era penetrada com vontade, fazendo os meus dedos se perderem dentro dela…. Suas unhas cravaram nos meus ombros… As batidas do seu coração se intensificaram junto com as minhas… Seu gozo escorreu pela minha mão direita enquanto o seu corpo se debatia agarrado ao meu… A respiração falhada… Tentando se restabelecer tanto quanto a minha…
- Gostosa – Sussurrei no seu ouvido.
- Mais respeito comigo – Afastou-se sutilmente do meu abraço… Fitou o meio das suas pernas, meus dedos ainda estavam dentro dela… Pamela olhou dentro dos meus olhos… – Tira!
Lentamente retirei meus dedos de dentro dela… Sustentei o olhar que me encarava com um leve sorriso nos meus lábios… Retirei lentamente os dedos do sexo dela… Elevei minha mão molhada de encontro ao seu rosto… Passei meus dedos úmidos de gozo levemente nos lábios da toda poderosa… Vi uma expressão de desejo no fundo dos seus olhos, no entanto, ela virou o rosto se esquivando do seu gosto.
- Temos uma reunião – Disse voltando a me encarar – Vá lavar essa mão!
- Não precisa lavar… – Sorri desafiadoramente e elevei meus dedos até os meus lábios, lambi-os numa calmaria que impressionou até a mim. Ela engoliu em seco aquela provocação… Saiu do meu contato visual, deu a volta na mesa, logo ajeitou a sua roupa no corpo.
- É melhor você ir pra sua sala, menina! – Mexeu em uns papeis na mesa sem olhar na minha direção – Saiba que pra mim o que aconteceu ontem e hoje não tem nenhum significado, portanto, coloque-se no seu lugar porque eu posso perder a paciência a qualquer momento.
- Uau! Acho que nunca tomei um fora tão chique! – Sorri debochada enquanto saia da sala… Alcancei a porta e a ouvi me chamar…
- Me poupe das suas piadas, está bem?
- Está! – Disse séria enquanto olhava na direção dela.
Fechei a porta e desabei na minha cadeira… O que ela queria de mim? Humilhar o seu mais novo brinquedinho? Essa mulher tá pensando que eu vou comê-la sempre que ela tiver vontade e depois baixar as orelhas, colocar o rabinho entre as pernas e ir embora quando ela se cansar?
- Acabou! – Bati na mesa, e olhei para a porta que Léo acabava de ultrapassar.
- Nervosa?
- Não! – Fitei-o furiosa.
- Vim… Entregar essa pauta que vai ser utilizada na reunião.
- Tudo bem… Deixa aqui em cima que já vou olhar – Fitei a superfície da mesa.
- Chopinho com a galera depois do expediente? – Perguntou inseguro.
- Feito! – Respondi de imediato.
- Às nove, não se atrase. Estaremos no Bofetada na farme – Disse e saiu da sala.
Era tudo o que eu queria. Um bar GLS com muita mulher gostosa para eu… Levar pro banheiro e confundir com a Pamela novamente… Bati na mesa a minha frente…
- Ela quer me enlouquecer! – Pensei passando as mãos pelo meu rosto e sentindo o cheiro delicioso do sexo daquela mulher impregnado nos meus dedos.
Anonymous sussurrou: Aqui estou eu.. 05:16 da manhã batendo palma. Você escreve muito bem sério,meus parabéns : ) |
17:16, dez horas depois eu respondo! kkkkkkkk Muito obrigada, muito mesmo linda, fico feliz!!! Mas me diga, qual foi a web que leu?
nancyshears sussurrou: Brasil joga amanha vs México (soccer) Brasil deve ganhar! <3 |
ASHIUAHSOIUAHSAIUSH! Brasil sempre!
Vou ver lindas!
coisasparaocoracaopensar sussurrou: Hmmm, entendo bem seu lado... Arghhh, eu só espero porque é muito boa... Pois bem, eu vou arranjar paciência do oxigênio para isso... KKKKK, mas lembre-se que tem gente se descabelando para saber o que vai acontecer, certo? |
AHSIHAUISHOAISU Sim linda, muito obrigada, muito mesmo!!